segunda-feira, 9 de novembro de 2009

20 anos da queda do muro de Berlim


Nesse dia 09.11.2009 o mundo comemora os 20 (vinte) anos da queda do muro de Berlim (ocorrida em 09.11.1989).
Este episódio representa um exemplo da luta pela efetivação dos direios humanos, uma vez que esta efetivação, como afirma Haarscher (1993, p.123), tem que formalmente representar "instrumentos da luta contra o arbítrio do poder e, em particular, contra o controlo, por ele tentado contra o passado jurídico".
Portanto, derrubemos o muro da vergonha; do preconceito; da intolerância!
A construção de uma sociedade fraterna e pluralista, não pode conceber fronteiras desta natureza!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

GANDHI E O MICROVESTIDO ROSA





O mês de outubro termina com dois episódios marcantes. O primeiro momento a ser destacado é a passagem dos 140 anos do nascimento de Mahatma Gandhi (nascido em 02 de outubro de 1869).
O segundo episódio do mês de outubro, diz respeito a violência generalizada em uma Universidade de São Bernardo do Campo (Uniban) provocada por 700 alunos desta instituição, que de forma insana, deixaram suas salas de aula para provocar uma colega que vestia um microvestido rosa.
Geisy Vila Nova (20 anos) estudante do curso de Turismo, foi vítima de preconceito e, obrigada a ser escoltada por força policial para poder sair das dependências da faculdade, no último dia 22.10.2009.
Tal situação nos causa perplexidade, principalmente, em virtude desta violência de massas, ter sido originada nas dependências de uma instituição de ensino superior e, por colegas da vítima.
O que está acontecendo com nossa juventude? Com o ensino? Onde estamos falhando?
Tais questionamentos nos levam a diversas teorias, todavia, gostaria de voltar a figura de Gandhi, o percursor do princípio da não-violência. Aliás, Gandhi afirmava: "creio que a verdadeira democracia só pode resultar da não-violência".
Essa figura marcante da história mundial, a muito nos mostrou um caminho para a vida em sociedade, de forma democrática e igualitária. O mundo tem saudades de Mahatma Gandhi e de tantos outros nomes que lutavam e lutam para uma forma de convivência humanizada.
Pessoas que resistem ao modelo violênto e a selvageria pretendida por alguns. A estudante no caso do ABC paulista foi salva por colegas e professores que a protegeram, pessoas que não se deixam capturar pela mediocracia. Idealistas que se opõem aos medíocres.
Para tanto (criar um exército de idealistas), penso que, devemos fomentar um modelo de educação que promova a cultura da não-violência. Karl Popper já dizia que, "quanto mais se negligenciar o dever de educação para a não-violência, mais preponderante será a cultura da violência na sociedade e mais o governo deverá recorrer a medidas de coação e repressão".
A educação, aliás, não consiste apenas em ensinar fatos, mas sobretudo em mostrar como é importante a eliminação da violência (Muller).
A humanidade é capaz de razão e violência e, pode optar entre essas duas possibilidades, a primeira conduzirá a um convívio saudável e democrático, já a segunda pode marcar o fim da sociedade.
Saudemos o outubro que marca o aniversário de Gandhi!
Refutemos o outubro da intolerância e do preconceito!



domingo, 18 de outubro de 2009

Mediação Comunitária: um novo modelo de jurisdição

No último dia 17.10.2009 foi lançada a obra "Temas Emergentes no Direito". Nesta, além de outros importantes estudos, destacamos o debate sobre a Mediação Comunitária. Estaríamos diante de um novo modelo de jusrisdição? uma jurisdição proposta pela própria comunidade?
Com essas indagações encontramos no texto do professor Marcelino Meleu um estimulo a reflexão acerca da transformação evidenciada na jurisdição brasileira, quando esta volta os olhos a um novo paradigma emergente, a jurisdição comunitária.
Tal transformação é evidenciada por um conjunto de ações que estão sendo inseridas nos últimos anos no Brasil pelo Ministério da Justiça, que acabou por criar uma Secretaria da Reforma do Judiciário, que tem como uma das ações preponderantes a capacitação de agentes comunitários para meios de resolução pacífica de conflitos.
O autor aponta ser necessária, como salienta Boaventura de Sousa Santos, uma revolução democrática da justiça, para fazer atender às expectativas dos cidadãos e contribuir para “a criação de uma cultura jurídica que leve os cidadãos a sentirem-se mais próximos da justiça”. (SANTOS , 2008a, p. 89)
Assim, fica o convite para a leitura desta obra, que conta com importantes trabalhos de autores como o aclamado Luis Alberto Warat.
Para aquisição da obra recém lançada, consulte:

sábado, 17 de outubro de 2009

Selo de Reconhecimento

O selo de reconhecimento publicado ao lado direito deste espaço foi oferecido pelo blog http://isurtei.blogspot.com/, de Roberta Fauth.

Desde já, agradecemos a indicação e, repassamos a todos os blogs indicados em nosso espaço.

Não deixem de acompanhar.

Um fraterno abraço a todos.

Prof. Marcelino Meleu

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

V CONGRESSO MUNDIAL DE MEDIAÇÃO


No próximo mês de novembro, ocorrerá um debate mundial sobre mediação.

Essa será uma grande oportunidade para troca de experiências sobre a necessária implantação de uma cultura de paz no mundo.

A todos os interessados na temática fica a dica: não deixe de participar!
Maiores informações em:
Um fraternal abraço a todos!
Prof. Ms. Marcelino Meleu

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

MEDIAÇÃO ESCOLAR — UMA MUDANÇA DE PARADIGMA


*Por: Pedro Morais Martins, Mediador de Conflitos e Vice-Presidente do IMAP - Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal

Nos últimos anos temos assistido a um crescimento da Mediação de Conflitos em Portugal, tendo-se esta vindo a afirmar como uma resposta ao aumento da litigiosidade social, que permite uma maior satisfação das pessoas, ao verem atendidas as suas necessidades de forma mais célere.

Com a introdução da Mediação de Conflitos em Portugal, começou-se também a falar da Mediação em contexto escolar. O ambiente emocional que se vive neste contexto é uma condicionante para o papel que todos os intervenientes devem desempenhar. A direcção da escola, os docentes, o pessoal auxiliar e administrativo, os estudantes e os pais não podem alhear-se da construção do ambiente escolar nas suas diversas responsabilidades.

Um programa de Mediação Escolar implica que todos os elementos da comunidade educativa possam intervir de modo a serem ouvidos, numa mudança de cultura e de hábitos de resolução de conflitos. Esta nova forma de lidar com o conflito é necessária às diversas componentes da nossa vida, pois ele é inerente às relações entre pessoas e entre grupos. Infelizmente, as crianças, os jovens e os adultos não possuem as ferramentas necessárias para resolver os conflitos da forma mais benéfica para todos. A escola tem a obrigação e a responsabilidade de formar os estudantes para a vida em sociedade, propondo uma concepção democrática do funcionamento escolar, através da participação de todos os intervenientes, procurando que analisem as suas condutas e que estas possam ter influência na conduta dos outros.

Procura-se a descoberta de habilidades individuais e em grupo, para uma resolução pacífica e criativa dos conflitos. Atente-se, por exemplo, nas palavras do antigo secretário-geral da UNESCO, Federico Mayor Zaragoza, quando diz: “Temos de desarmar a história. Ensinamos aos nossos filhos a história do poder. Não do saber. A da guerra, não a da cultura. História repleta de acontecimentos bélicos, com o ruído das armas como única banda sonora. Temos, pois, de mudar. Sim, temos de aprender a pagar o preço da paz, como tivemos que pagar o preço da guerra. É necessário estabelecer novas prioridades.”

Pequena resenha histórica da resolução de conflitos em contexto escolar

É uma história relativamente curta. O seu início não tem mais de três décadas e tem sofrido um crescimento notável nos últimos anos. Os programas de resolução de conflitos tiveram origem fora do contexto escolar. Na década de 1970, nos Estados Unidos da América, a administração do presidente Jimmy Cárter impulsionou a criação de centros de Mediação Comunitária. O objectivo destes centros era oferecer uma alternativa aos tribunais, permitindo aos cidadãos reunir-se e procurarem uma solução para a questão que ali os levava. Estes programas, que tiveram enorme êxito, estenderam-se a todos os Estados Unidos e, um pouco mais tarde, a todo o mundo.

Foi no início da década de 1980 que alguns programas de Mediação Comunitária procuraram abarcar também a escola, ensinando os estudantes a mediar conflitos com os colegas. Para Cohen, a transferência da resolução do conflito da comunidade para a escola partiu de quatro pressupostos:
1. O conflito é parte integrante da vida social e pode constituir uma oportunidade de aprendizagem e de crescimento pessoal para os participantes da vida escolar.
2. Já que o conflito é inevitável e inerente aos relacionamentos, a aprendizagem das habilidades para lidar com ele é tão inevitável como o estudo de outras disciplinas.
3. Os intervenientes na comunidade escolar podem, na maioria dos casos, resolver os seus conflitos com a ajuda de outros intervenientes.
4. Constitui uma forma de prevenir futuros conflitos, pois apela a um espírito de colaboração e não a uma cultura de imposição.

Em Portugal, têm surgido algumas experiências em Mediação Escolar, que terão sido iniciadas no final do séc. XX. A maioria destas experiências é centrada no aluno e alheia-se da comunidade escolar no seu todo. Por isso, tem terminado ao fim de dois/três anos por não conseguir gerar uma mudança de paradigma na área escolar, levando à manutenção de uma cultura de imposição.

Porquê a Mediação em contexto escolar

A aplicação de medidas, como os processos disciplinares ou as sanções, não dá uma resposta adequada, pois gera insatisfação nos intervenientes, desgastando-os emocionalmente. Muitas vezes, gera novos conflitos, pois os intervenientes não encontram os canais adequados para os gerir. Esta insatisfação afecta toda a instituição escolar, levando os alunos a sentirem que os adultos que trabalham na escola transmitem valores contrários aos da participação responsável e ao protagonismo crítico e transformador da sociedade. A escola acaba por adoptar determinados modelos administrativos que nem sempre alcançam os resultados desejados.
Abordar os conflitos escolares através da Mediação permite criar um sistema onde o conflito é encarado como natural, sendo dado protagonismo aos intervenientes para que o possam resolver. São estimulados os valores da solidariedade, tolerância, igualdade, bem como um juízo crítico, que promove a capacidade para inovar com a procura de novas soluções. Com a Mediação dá-se realce a princípios básicos como a cooperação, a co-responsabilidade e o respeito, lutando-se, desta forma, contra a instabilidade emocional que afecta os intervenientes na organização que é a escola.
Para que seja possível a implementação de um programa de Mediação de conflitos escolares, é necessário que sejam trabalhados diversos conceitos, como, por exemplo:
- Cooperação: os intervenientes na comunidade escolar aprendem a trabalhar juntos, a confiar, a ajudar e a partilhar com os outros intervenientes. Enquanto a cultura dominante leva a que os indivíduos procurem ganhar em vez de resolverem o problema, com a Mediação procuramos mudar a conduta individual. Os intervenientes na comunidade escolar devem trabalhar em conjunto para alcançar finalidades comuns. Deste modo, pensam a longo prazo, pois estabelecem regras de convivência para o futuro ao comunicarem de modo franco e preciso, procurando informar o outro e ser informado. Estabelecem a confiança como base comunicacional e estão dispostos a ouvir desejos, necessidades e pedidos do outro. Reconhecem o interesse em encontrar soluções que satisfaçam as necessidades de ambas as partes, definindo os conflitos como problemas comuns que devem ser solucionados para uma satisfação mútua.

- O conflito: devemos ensinar os alunos e os adultos a identificarem quando estamos ou não perante um conflito. Os conflitos são inevitáveis. Devemos é procurar administrá-los de forma construtiva. Se o conseguirmos fazer,
a) Todos os intervenientes saem satisfeitos com o resultado;
b) As relações fortalecem-se e melhoram;
c) Aumenta a capacidade para resolver futuros conflitos;
d) A atenção é canalizada para a resolução dos problemas atendendo às necessidades individuais;
e) Permite conhecermo-nos a nós próprios e saber quais os valores pelos quais nos regemos;
f) Ajuda-nos a compreender a outra pessoa e os seus valores;
g) Eliminamos ressentimentos e permite-nos expressar sentimentos positivos;
h) Permite-nos libertar as emoções (como ira, angústia, insegurança e tristeza). Não reprimir as emoções permite uma mente mais clara e saudável;
i) Permite-nos obter uma visão mais clara sobre os nossos interesses, compromissos e valores;
j) Trazemos novas metas e uma maior variedade à nossa vida.

- Comunicação: os intervenientes na comunidade escolar aprendem a observar cuidadosamente, a comunicar com precisão e a escutar sensivelmente.

- Respeitar a diversidade: os intervenientes na comunidade escolar aprendem que as pessoas são diferentes e que todos podemos ter entendimentos diferentes sobre determinada questão.

- Expressar as emoções: os intervenientes na comunidade escolar aprendem a expressar os seus sentimentos de forma não agressiva e não destrutiva e a autocontrolar-se.

- Resolução de conflitos: os intervenientes na comunidade escolar aprendem a utilizar algumas habilidades para resolverem criativamente alguns conflitos. Devem procurar negociar cooperativamente com o outro. Caso não seja possível, devem procurar recorrer a um terceiro (Mediador) que os ajude a mediar os conflitos com os companheiros.

Quando iniciamos a implementação de um projecto de Mediação Escolar temos de:
· Identificar as necessidades das instituições que vão beneficiar com o programa.
· O êxito do programa requer o apoio total da comunidade educativa.
· Há vantagens em ter professores treinados em Mediação de conflitos.
· É benéfico que esteja estabelecido de início:
§ Quem poderá ser treinado em Mediação;
§ Que disputas podem ser objecto de Mediação;
§ Horários em que a Mediação poderá ser levada a cabo;
§ Como serão encaminhados os casos para a Mediação;
§ Quem coordena o programa dentro da escola.
· Um programa de formação em Mediação de conflitos delineado.
· A visualização de que o programa poderá trazer uma melhor organização para a escola.

Deste modo, Moore refere que um programa de Mediação Escolar global pretende:
1. Um programa de Mediação entre colegas, que trata de conflitos entre estudantes (dimensão horizontal), entre estudantes e adultos (dimensão vertical) e entre adultos (dimensão horizontal).
2. Os pais aceitam o programa, usando as habilidades em casa, dando apoio constante aos filhos.
3. A direcção da escola, os professores, o pessoal auxiliar e administrativo aceitam o programa, usando os princípios da Mediação, implementando-o e dirigindo os conflitos para a Mediação.
4. Ensinam-se todos os estudantes, na aula, a resolver conflitos através da comunicação eficaz e do desenvolvimento de habilidades pessoais (Mediação entre-pares).
5. Os adultos procuram resolver os seus conflitos através da Mediação (conflitos entre professores, entre professores e pais, etc., com recurso a Mediadores externos à instituição).

Com a Mediação procuramos alcançar a cooperação, que é definida por Deutsch como a situação em que os objectivos dos indivíduos são estabelecidos de tal forma que para que o objectivo de um deles possa ser alcançado, todos os demais integrantes deverão igualmente alcançar os seus respectivos objectivos. Para que um beneficie, todos devem beneficiar.


Bibliografia:
Aldenucci, L. (2000), Estudo sobre conflitos nas organizações, Curitiba.
Alzate Saez de Heredia, R. (1998), “Análisis y resolución de conflictos. Una perspectiva psicológica”, Servicio editorial de la Universidad del País Vasco.
Boqué Torremorell, M.C. (2003), Cultura de mediación y cambio social, Editorial Gedisa, Barcelona.
Boqué Torremorell, M.C. (2005), Tiempo de Mediación, Editorial CEAC educación, Barcelona.
Brandoni, F. (Comp. 1999), Mediación escolar. Propuestas, reflexiones y experiencias, Editorial Paidós, Buenos Aires.
Cohen, R. (1995), “Student resolving conflict”, GooYearBooks.
Johnson, D.W., e Johnson, R.T. (1999), Cómo reducir la violencia en las escuelas, Editorial Paidós, Barcelona.
Moore, M., e Thorpe, V. (1996), Using Conflict Resolution for Whole School Change, San Francisco.
Torrego, J.C. (2000), Mediación de conflictos en instituciones educativas. Manual para la formación de mediadores, Editora Narcea, Madrid.
Vezzulla, J. C. (2005), Mediação, Teoria e Prática. Guia para Utilizadores e Profissionais, 2.ª edição, Ministério da Justiça de Portugal.
Vezzulla, J. C. (2006), Adolescentes, Família, Escola e Lei: A Mediação de Conflitos, Ministério da Justiça de Portugal.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

CONGRESO DE EDUCACIÓN POR LA PAZ Y CULTURA DE PAZ - URUGUAY

CONGRESO DE EDUCACIÓN POR LA PAZ Y CULTURA DE PAZ

“ La Cultura de Paz, construcción de Pueblos”

“Desaprender la violencia, aprender a forjar la paz”

4-5 DE SETIEMBRE 2009- MALDONADO-URUGUAY


Cultura de Paz es un concepto amplio que involucra el universo de aspectos tanto individuales como sociales de los seres humanos, por ello podemos hablar de un “paradigma”, porque la Cultura de Paz es una manera diferente de ver el mundo, es una manera alternativa y contrapuesta al paradigma bélico imperante basado en la violencia, la competencia, la imposición del más fuerte y la injusta distribución de la riqueza material y cultural.

Por lo tanto educar para la Cultura de Paz es necesariamente educar en Cultura de Paz. No se trata de un proceso meramente discursivo sino vivencial, que procure la armonía del ser individual con los otros seres y con el medio. Para educar en Cultura de Paz se debe vivir la Cultura de Paz, ello supone repensar las instituciones sociales y también la relación de mujeres y hombres con la naturaleza.

La Cultura de Paz es construcción de pueblos porque son los pueblos quienes tienen los motivos y la energía para luchar por la paz, una paz entendida no sólo como ausencia de guerra, sino como una forma de ser, estar y relacionarse en el mundo. La Cultura de Paz es antitética de toda forma de violencia, su referente ético son los derechos humanos y su praxis tiene necesariamente una intención emancipadora.

Una forma de construir la paz consiste en eliminar la violencia de nuestro repertorio de comportamientos, esto es, desaprender la violencia. La violencia es un fenómeno cultural y por lo tanto aprendido, la educación por la paz nos permite elaborar herramientas para tramitar los conflictos sin violencia, desmontando sus fundamentos ideológicos y desnaturalizando su presencia. También se forja la Cultura de Paz con el trabajo solidario, el consumo responsable y una actitud altruista entre otros componentes.

El nuevo marco institucional y curricular incorpora el concepto de Cultura de Paz por lo que los docentes nos proponemos darle un contenido comprometido con la realidad nacional y latinoamericana.

Inscripción gratuita, porque la educación es un derecho.

Temas centrales:

I) Cultura de Paz
a. Concepto y alcance desde la visión latinoamericana.
b. Principios, fundamentos y referentes.
c. Desarme y antimilitarismo
d. Violencias y no violencia.

II) Educación por la Paz.
a. Tratamiento de conflictos
b. Antibelicismo, anti-militarismo y desarme.
c. Análisis del mensaje de los medios.
d. Desarrollo sostenible
e. Consumismo, consumo responsable.
f. Ciudadanía

III) Nuevos marcos normativos
a. Ley de educación Nº18.437
b. Programa de educación común e inicial 2009
c. Plan único nacional de formación docente.
Formato

· MESAS REDONDAS. Con participación de panelistas nacionales y extranjeros especializados en los temas centrales del CECUPAZ.
· TALLERES. Coordinados por especialistas, con número limitado de participantes y como corresponde con producción de propuestas de alto valor didáctico.
· PONENCIAS DE NIÑOS Y JÓVENES. La voz de los estudiantes de todos los niveles presente en espacios especialmente destinados a difundir sus propuestas.
· PONENCIAS LIBRES DE ESTUDIANTES Y DOCENTES. Presentación de propuestas, desarrollos académicos, relato de experiencias en espacios compartidos y organizados temáticamente. Los trabajos seleccionados y organizados por un comité académico serán presentados por sus autores que dispondrán de 20 minutos, previéndose un intercambio final de opiniones y preguntas.


CÓMO PRESENTAR TRABAJOS

RESUMEN

Los interesados deberán enviar un resumen antes del 15 de agosto de 2009.
El resumen debe ser enviado como archivo adjunto de no más de una carilla, preferentemente en software libre. Debajo del título deben figurar los datos (nombre, correo electrónico, domicilio, teléfono de contacto y síntesis de formación-actuación) de los autores y la institución a que pertenecen.
Los autores recibirán notificación de la aceptación se su trabajo por parte del Comité Académico.

TEXTO COMPLETO

Los autores deben enviar el texto completo como adjunto una vez aprobado el trabajo con una extensión máxima 10 carillas. Dicho trabajo puede ser acompañado con otro adjunto que contenga diapositivas que se utilicen para acompañar la presentación. El plazo para presentarlo es el 30 de agosto.

INSCRIPCIONES GRATUITAS.

Todos los participantes podrán registrar su inscripción gratuita en el CECUPAZ enviando un correo electrónico a la dirección: secupaz@hotmail.com